Na hora de consumir, mães em quarentena priorizam praticidade

Na hora de consumir, mães em quarentena priorizam praticidade

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Estudo “Mães na quarentena: O que passa e o que fica” revela as tendências nas compras

A consultoria MamaLab, da agência Dentsu Brasil, divulgou pesquisa sobre o comportamento das mães no período de quarentena.

Em parceria técnica com a MindMiners, o estudo, intitulado Mães na quarentena: O que passa e o que fica, entrevistou 347 mães de todo o Brasil entre os dias 24 e 27 de março, com filhos de até 12 anos, das classes A, B e C.

Segundo o levantamento, a quarentena trouxe um novo hábito de consumo para essas mulheres. Se, antes, os eletrônicos eram os preferidos no momento das compras, agora, os itens para casa tomaram a frente na preferência: 1 em cada 4 considerou comprar itens de cama, mesa e banho.

Para 20% das entrevistadas, os utensílios de cozinha, eletrodomésticos e eletroeletrônicos para a casa ganharam mais destaque na lista de prioridades. Para esse grupo ainda, brinquedos e jogos também ganharam destaque nessa quarentena, elementos que ajudam a entreter e divertir a família dentro de casa. Itens de informática e novas assinaturas de streaming aparecem em último lugar, com apenas 10% dos votos.

No dia a dia da quarentena, outra mudança de consumo apontada pelo estudo está no cenário da alimentação: antes com rotinas mais regradas para a família, as mães agora estão sendo mais flexíveis no consumo de alimentos que não apareciam com tanta frequência na mesa.

Na hora de flexibilizar, 20% delas passaram a comprar alimentos industrializados que não eram consumidos antes. A necessidade de serem práticas e rápidas para que consigam dar conta de todas as tarefas do dia, impulsiona a compra de produtos industrializados. A incidência desses itens pode ser observada nas palavras citadas com frequência pelas entrevistadas: enlatados, congelada, pronta, sardinha, salsicha, biscoitos, atum.

Os desejos das mães para quando a quarentena e a pandemia terminarem poderão ditar tendências e ajudar a virada do mercado. Quando o cenário estiver mais favorável, 45% delas apontaram que desejam viajar, 27% irá ler mais, maratonar séries, dormir mais e melhor, 21% querem procurar especialistas em cuidados estéticos e 7% procurarão por massagem.

“A ideia de olhar para o isolamento social sobre a perspectiva das mães é, principalmente, entender quais os impactos de longo prazo, afinal, esse momento pode ter na relação das mães e das famílias?”, diz Priscilla Ceruti, presidente do MamaLab Brasil e diretora geral de planejamento da Dentsu Brasil.

Fonte: Exame

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