Novas práticas de conexão entre empresas e consumidores

Novas práticas de conexão entre empresas e consumidores

Novas práticas de conexão entre empresas e consumidores

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Futurista e keynote do CONAREC 2020 diz que o futuro espera um constante caminho de inovação e valores sustentáveis.

Os últimos sete meses, ou seja, já a maior parte de 2020, desencadearam novos hábitos e comportamentos nas organizações, nos consumidores e em sociedades inteiras. Mas o que mais o futuro guarda para os próximos anos? A Consumidor Moderno explorou esses aspectos em uma entrevista com uma das principais futuristas do mundo, além de estrategista corporativa e CEO da Play Big Inc.

A norte-americana Nancy Giordano é uma otimista e evangelista sobre como os sistemas operacionais extrativos e o pensamento de negócios ultrapassados e insustentáveis devem dar lugar para a criação de modelos de negócios mais sustentáveis, inclusivos e dinâmicos.

Ela será a primeira palestrante convidada do CONAREC 2020, no dia 7 de outubro, para abordar o tema “Anormal e antinormal: o despertar de um consumidor em reconexão”.

O evento vai apresentar para o mercado o despertar de uma nova consciência, para uma nova realidade, nesse momento “antinormal” e, fundamentalmente,
as novas práticas de conexão entre empresas e consumidores. A programação será imersiva, com dois dias de conteúdos inéditos sobre o consumidor em reconexão.

Mudanças sociais e o que o futuro espera das empresas

A CM conversou com Giordano sobre temas como o que o futuro precisa e espera de nós; mudanças na relação entre empresas e consumidores; adaptações sociais; conexões entre novas tecnologias, empresas e consumidores; além de um aperitivo sobre o que você pode esperar da participação da futurista no CONAREC. Confira a entrevista abaixo:

Consumidor Moderno: O que o futuro precisa e espera de nós como organizações, especialmente no quesito de mentalidade?

Nancy Gioardano: Esta á minha pergunta favorita. Este é o ínicio do meu seminário estratégico e é assim que moldamos tudo: O que o futuro precisa e espera e como se posicionar para criar e contribuir com este futuro. E vamos falar sobre isso no CONAREC 2020. Como indivíduos, organizações, indústrias e até, eu diria, como nações, para começar a responder a estas questões e isso pode variar. Há muito que o futuro está nos mostrando que precisa
de nós em termos de empatia, inovação, agilidade na tomada de decisão, justiça, comportamento ético e, ao mesmo tempo, de ideias audaciosas. É animador quando você olha o panorama inteiro e como está se moldando.

CM: Você mencionou dois pontos-chave que nós normalmente discutimos: mentalidade ágil e inovação, bem como a parte estratégica. Você diria que um desses pontos tem mais importância do que o outro conforme avançamos para o futuro?

NG: Eu acho que todos se complementam. Eu realmente penso que nós precisamos repensar o que fazemos, porque há muito no trabalho que realizamos. Eu posso te dizer que, no futuro, vamos precisar mais de coisas extraordinárias e mostrar o macrocenário, mas, se você não acredita nisso e não vê como chegará de um ponto ao outro, você apenas nega que existe a possibilidade, resiste e não entende alguns dos pontos para realizar a mudança. Começamos a pensar menos sobre quais são as principais tecnologias disruptivas e mais sobre como começamos a nos tornar mais curiosos e a aprender sobre elas. “Como acessamos o risco de forma diferente?” Esta é a grande mudança mental. E como pensar no fato de que precisamos priorizar inovação versus crescimento constante? Porque historicamente os negócios têm sido sobre serem mais consistentes e garantir que haverá um ganho em curto prazo, não tomar riscos e conter tudo, basicamente afastando o que seja variável. E agora estamos em um mundo no qual devemos convidar as variáveis, convidar as diferentes formas de se fazer algo e testar as coisas em uma forma mais restrita, adentrando sem necessariamente saber como será o resultado e aprender com isso, sem considerar como um fracasso ou algo do gênero. Esta mentalidade é crucial. Eu não separo a parte estratégica da mentalidade. Eu sinto que elas estão linkadas para abordar o que o futuro precisa e espera, que é um constante caminho de inovação e valores sustentáveis versus o crescimento contínuo. Nós precisamos pensar de forma diferente sobre o que fazemos.

Conexão entre empresas e consumidores

CM: Quais foram algumas das mudanças sociais recentes que você viu ou experienciou ao redor do mundo nos últimos meses?

NG: Tudo foi acelerado. A maioria das coisas que estamos vendo agora nós sabíamos que estava acontecendo, e muitos futuristas, como eu, estão encorajando os negócios para serem mais ágeis, digitais, humanos, sustentáveis e justos. Estes são aspectos que estávamos encorajando porque sabíamos que o futuro demandaria. E, quando a pandemia estouro, ela colocou tudo isso em significativo alívio. Estamos vendo ao menos uma mudança para o estilo de vida digital: trabalho, medicina, educação, comunicação, vida social e casamentos. Espero que isso tenha ajudado a passar algumas das preocupações e medos, e agora estejamos mais confortáveis e adaptados conforme mais tecnologias apareçam. Nós mal estamos no que acreditamos que será um futuro mais tecnologicamente robusto. Espero que agora já tenhamos entendido que estas coisas não são tão Nancy Giordano, futurista e estrategista corporativa assustadoras. Nos sempre foi dito que elas [as tecnologias] eram muito disruptivas, caras, frias. E agora tivemos de entender que isso funcionou melhor do que achávamos que iria. Começamos a falar sobre realidade virtual, realidade aumentada e como utilizamos IA em diferentes formas. Espero que as pessoas sejam mais abertas a isso.

Para mim esta é uma mudança positiva. Acho que pensamos mais em sustentabilidade e sobre o nosso impacto no planeta, e esta é uma mudança positiva também. Nós pudemos ver que, quando tudo parou, o ar e a água ficaram mais limpos. Estamos reconhecendo o nosso impacto no planeta, mas também o impacto do planeta em nós. As pessoas que viviam em áreas com a pior qualidade de ar eram as mais vulneráveis ao vírus da COVID. Estamos vendo que existe uma relação mais abrangente entre nós e a natureza e espero que tratemos isso com mais respeito, de uma forma mais justa, seja social, seja econômica e de gênero.

Fonte: Consumidor Moderno 

Ponto Varejista

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